Sucot é a festa que relembra a peregrinação que o povo hebreu fez pelo desrto, durante 40 anos, até poderem entrar na terra de Israel. A palavra sucot é o plural de sucá, que significa “cabana”. A palavra remete à moradia dos hebreus no deserto.
Sucot inicia-se no dia 15 de Tishrei e tem duração de oito dias. A data, celebrada cinco dias após o Iom Kipur, ameniza a tensão dos Iamim Noraim (Dias Temíveis). Ela foi fixada nesse período para coincidir com a época da colheita, em Israel. Por isso essa festa também recebe o nome de Chag Haassif (Festa da Colheita).
Um dos preceitos é morar, durante a época da festa, na sucá. Porém, como isso é uma mitzvá difícil de cumprir a obrigação foi substituida por uma única refeição dentro da sucá. Algumas famílias constroem sua própria sucá, mas, como para algumas pessoas isso é inviável, pode-se reunir na sucá da sinagoga para fazer a refeição.
Outro preceito é fazer a benção sobre quatro espécies de plantas: o etrog (fruta cítrica semelhante à cidra), lulav (feixe de folhas de palmeira), hadas (ramos de murta) e aravá (dois ramos de salgueiro). O objetivo disso é relembrar a época da colheita e da perigrinação ao Templo de Jerusalém.
Segundo a tradição, as quatro espécies representam todos os tipos de frutos e de pessoas. A mensagem é que a natureza só se torna completa — e um povo só se torna coeso — com todos juntos. Assim, é feita uma analogia com as diferentes personalidades do ser humano com relação ao cumprimento dos preceitos e à união do povo judeu:
• O etróg tem sabor e aroma, simbolizando aqueles que conhecem as leis religiosas e as praticam.
• O lulav tem sabor, mas não tem aroma, em referência àqueles que conhecem as leis, mas não as seguem.
• O hadás possui aroma, mas não tem sabor, simbolizando os que observam e praticam boas ações, mas não conhecem a Torá ou outros mandamentos religiosos.
• O aravá não possui sabor e nem cheiro, simbolizando os que estão afastados do judaísmo.
Fonte: www.cip.org.br
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