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União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social

Arquivo da categoria ‘DATAS JUDAICAS’

O que é Sucot?

Publicado por UNIBES em 16/10/2008

Sucot é a festa que relembra a peregrinação que o povo hebreu fez pelo desrto, durante 40 anos, até poderem entrar na terra de Israel. A palavra sucot é o plural de sucá, que significa “cabana”. A palavra remete à moradia dos hebreus no deserto.

Sucot inicia-se no dia 15 de Tishrei e tem duração de oito dias. A data, celebrada cinco dias após o Iom Kipur, ameniza a tensão dos Iamim Noraim (Dias Temíveis). Ela foi fixada nesse período para coincidir com a época da colheita, em Israel. Por isso essa festa também recebe o nome de Chag Haassif (Festa da Colheita).

Um dos preceitos é morar, durante a época da festa, na sucá. Porém, como isso é uma mitzvá difícil de cumprir a obrigação foi substituida por uma única refeição dentro da sucá. Algumas famílias constroem sua própria sucá, mas, como para algumas pessoas isso é inviável, pode-se reunir na sucá da sinagoga para fazer a refeição.

 

Outro preceito é fazer a benção sobre quatro espécies de plantas: o etrog (fruta cítrica semelhante à cidra), lulav (feixe de folhas de palmeira), hadas (ramos de murta) e aravá (dois ramos de salgueiro). O objetivo disso é relembrar a época da colheita e da perigrinação ao Templo de Jerusalém. 

Segundo a tradição, as quatro espécies representam todos os tipos de frutos e de pessoas. A mensagem é que a natureza só se torna completa — e um povo só se torna coeso — com todos juntos. Assim, é feita uma analogia com as diferentes personalidades do ser humano com relação ao cumprimento dos preceitos e à união do povo judeu:

• O etróg tem sabor e aroma, simbolizando aqueles que conhecem as leis religiosas e as praticam.

• O lulav tem sabor, mas não tem aroma, em referência àqueles que conhecem as leis, mas não as seguem. 

• O hadás possui aroma, mas não tem sabor, simbolizando os que observam e praticam boas ações, mas não conhecem a Torá ou outros mandamentos religiosos.

• O aravá não possui sabor e nem cheiro, simbolizando os que estão afastados do judaísmo.

Fonte: www.cip.org.br

Imagens: www.dmt.oslo.no

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O que é Iom Kipur?

Publicado por UNIBES em 06/10/2008

Iom Kipur é, considerado por muitos sábios, como a data mais importante do calendário judaico, pois é quando, segundo a tradição, D´us julga as pessoas e decide quem será inscrito no “livro da vida”. No calendário judaico a festividade começa no entardecer que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro ou Outubro), continuando até ao seguinte pôr do sol.

A data é dedicada aos judeus se arrependerem de seus pecados e pedirem desculpas uns aos outros e à D´us. Nesse dia os judeus jejuam, não se embelezam e não mantém relações sexuais.

Na véspera de Iom Kipur faz-se uma refeição antes de começar o jejum, no meio da tarde. Ao entardecer, quando começa a festividade, as pessoas se dirigem as sinagogas para acompanharem as orações. A primeira reza é chamada de ”Kol Nidrei” (Todos os meus pecados, em hebraico), repetida três vezes. No dia seguinte, de volta à sinagoga, começam diversas rezas de confissões. Reza-se também o Izcor, oração em homenagem aos parentes diretos já falecidos (pai, mãe, filho (a), irmão (ã), marido ou esposa). Algumas sinagogas permitem rezar pela memória de um amigo ou por pessoas que tombaram em guerras ou morreram em tragédias. Por fim temos a Nehilá (trancamento) quando, simbolicamente, D´us dá o seu veredito. As portas do armário onde se guardam os rolos da Torá (bíblia judaica) ficam abertos, simbolizando os portões do céu que ficam abertos para receber as orações. Por fim, toca-se o Shofar e encerra-se o jejum.

Fontes: www.cip.org.br e www.wikipedia.org

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